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O MUNDO FAZ ASSIM Ó: O EFEITO CHICLETE
O mundo não muda suas táticas. Aliás, o mundo é marqueteiro mas, o produto final é sempre o mesmo. Pobre e ingênuo o cristão que acha que dá para ser de Deus e dá para ser do mundo. Como diz uma grande personagem, amiga, confidente e uma das melhores mulheres que já conheci: “quando uma pessoa vem com aquela frase ‘que isso, nada a ver, é normal!’ “, pode tomar cuidado. O mundo já a agarrou.
O discernimento do Espírito nos orienta a perceber o “passo-a-passo” do mundo para destruir a vida de um jovem. Eis uma das formas mais clássicas de afundar um jovem no mundo: o efeito chiclete.
Estes são os 5 passos do efeito chiclete que o mundo fará com você, ó:
Passo 1: O mundo vai te desembrulhar. Quanto mais pelada você ficar, melhor. Tire a roupa para tudo. Ponha todo o seu guarda roupas de mini-saias, pule no carro de desconhecidos e vá para a balada. Deixe que todos os rapazes vejam suas pernas e partes íntimas. Todo chiclete, antes de ser chupado, é despido.
Passo 2: O mundo vai “te” morder. Quanto mais você beijar em uma noite só melhor. Fique com todos os homens e mulheres que você conhecer. Use, abuse. Deixem que morda seu lábio, sua orelha, seu corpo.
Passo 3: O mundo vai “te” chupar. O mundo vai te mastigar, chupar, tirar o melhor de você até se tornar uma mulher ou um homem desgostoso, ruim, azedo. Ninguém mais vai querer você.
Passo 4: O mundo vai “te” cuspir. Todo chiclete, por melhor que seja, um dia será cuspido. E é assim que o mundo faz com você. Seus “ex” só quiseram te levar para o motel. Eles só queriam transar contigo e depois jogar fora. Você era tão gatinha e hoje, azedume jogada na rua. Nem se vestir você sabe direito. Fala palavrão, é vulgar, se entrega facilmente. Não olhe no espelho porque você virou goma ruim de mascar.
Passo 5. O mundo “te” fará grudar no primeiro pé que você achar. E é por isso que as relações não dão mais certo. Estamos tão usados e abusados que, por carência, grudamos no primeiro sapato que aparece, seja de homem, seja de mulher.
Cuidado com o mundo. Cuidado com suas amizades e com o tipo de salão que você freqüenta. Não tem nada a ver, é? Olha para seu lado. Veja quanto amigos seus já se tornaram bubaloo. Acorda, gatinha. Desperta, garotão. Seja mais esperto.
Aqui fica um alerta aos papais e mamães que praticamente jogam seus filhos em baladas, festas raves e outros “coliseos” do mundo.
Encontrado em: http://silvinhoz.blogspot.com/2010/05/o-mundo-faz-assim-o-o-efeito-chiclete.html dia 19/05/10
Diretrizes da CNBB para a música na Liturgia.
Carta aos agentes de música litúrgica do Brasil
Brasília-DF, 25 de setembro de 2008
ML – C – Nº 0845/08
A liturgia ocupa um lugar central em toda a ação evangelizadora da Igreja. Ela é o “cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde emana toda a sua força” (SC 10). Nela, o discípulo realiza o mais íntimo encontro com seu Senhor e dela recebe a motivação e a força máximas para a sua missão na Igreja e no mundo (cf. DGAE nº 67).
Há uma relação muito profunda entre beleza e liturgia. Beleza não como mero esteticismo, mas como modalidade pela qual a verdade do amor de Deus em Cristo nos alcança, fascina e arrebata, fazendo-nos sair de nós mesmos e atraindo-nos assim para a nossa verdadeira vocação: o amor (cf. SCa 35). Unida ao espaço litúrgico, a música é genuína expressão de beleza, tem especial capacidade de atingir os corações e, na liturgia, grande eficácia pedagógica para levá-los a penetrar no mistério celebrado.
Acompanhamos, com entusiasmo e alegria, o florescer de grupos de canto e música litúrgica, grupos instrumentais e vocais, que exercem o importante ministério de zelar pela beleza e profundidade da liturgia através do canto e da música. Sua animação e criatividade encantam muitos daqueles que participam das celebrações litúrgicas em nossas comunidades. Ao soar dos primeiros acordes e ao canto da primeira nota, sentimos mais profundamente a presença de Deus.
Lembramos alguns aspectos importantes que contribuem para a grandeza do mistério celebrado.

1. A importância da letra na música litúrgica - a letra tem a primazia, a música está a seu serviço. A descoberta da beleza de um canto litúrgico passa necessariamente pela análise cuidadosa do conteúdo do texto e da poesia. A beleza estética não é o único critério. Muitas músicas cantadas em nossas liturgias estão distanciadas do contexto celebrativo. “Verdadeiramente, em liturgia, não podemos dizer que tanto vale um cântico como outro; é necessário evitar a improvisação genérica e o canto deve integrar-se na forma própria da celebração” (SCa 42). Não é possível cantar qualquer canto em qualquer momento ou em qualquer tempo. O canto “precisa estar intimamente vinculado ao rito, ou seja, ao momento celebrativo e ao tempo litúrgico” (DGAE 76). Antes de escolher um canto litúrgico é preciso aprofundar o sentido dos textos bíblicos, do tempo litúrgico, da festa celebrada e do momento ritual.
2. A participação da assembléia no canto - o Concílio Vaticano II enfatiza a participação ativa, consciente, plena, frutuosa, externa e interna de todos os fiéis (cf. SC 14). O canto litúrgico não é propriedade particular de um cantor, animador, ou de um seleto grupo de cantores. A liturgia permite alguns momentos para solos (tanto vocais quanto instrumentais), porém a assembléia deve ter prioridade na execução dos cantos litúrgicos. O animador ou o cantor tem a importante missão, como elemento intrínseco ao serviço que presta à comunidade, de favorecer o canto da assembléia, ora sustentando, ora fazendo pequenos gestos de regência, contribuindo para a participação ativa de toda a comunidade celebrante.
3. Cuidado com o volume dos instrumentos e microfones - em muitas comunidades, o excessivo volume dos instrumentos, como também a grande quantidade de microfones para os cantores, às vezes, não contribuem para um mergulho no mistério celebrado, antes, provocam a agitação interior e a dispersão, além de inibir a participação da assembléia no canto. Pede-se cuidado com o volume do som, a fim de que as celebrações sejam mais orantes , pois tudo deve contribuir para a beleza do momento ritual.
4. Cultivar uma espiritualidade litúrgica - os cantores e instrumentistas exercem um verdadeiro ministério litúrgico (SC 29). A celebração não é um momento para fazer um show, para apresentação de qualidades e aptidões. Os cantores e instrumentistas devem, antes de tudo, mergulhar no mistério, ouvir e acolher com a devida atenção a Palavra de Deus e participar intensamente de todos os momentos da celebração. Música litúrgica e espiritualidade litúrgica devem andar juntas, são duas asas de um mesmo vôo, duas nascentes de uma mesma fonte.
Invocamos as luzes do Espírito Santo sobre todos os agentes de música litúrgica de nosso país. Reconhecemos o valoro do ministério exercido a serviço de celebrações reveladoras da beleza suprema do Deus criador e da atualização do Mistério Pascal de Jesus Cristo.
D. Joviano de Lima Júnior, SSS
Arcebispo de Ribeirão Preto e
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia